domingo, 26 de agosto de 2007

quem sabe ainda sou uma garotinha

Quando era menor sempre pensava nas "histórias que contaria para meus netos".
E devo dizer q achava que meus sobrinhos netos(sim, pq nunca cogitava a ideia de vir a ter herdeiros meus) ficariam muitissimo entediados com minhas histórias.
Lembro-me do dia em que minha prima caiu do cavalo e pensava "eis aí algo a contar para as próximas gerações", mas muito me frustava o fato de minha história mais empolgante da infancia ter sido protagonizada pela minha prima, e então pensei que tendo sido ela a mocinha da história caberia a ela contar o ocorrido para seus futuros possiveis netos(e/ou similares). Voltava então ao foço das histórias perdidas.

Minha avó sempre me conta ótimas histórias de sua infancia, como quando ela jogou uma caixa de marimbondos no seu tio q estava sobindo na jaboticabeira que ela mais gostava, ou quando ela correu atrás da irmã com uma enchada para reaver os doces q lhe aviam sido roubados.

Fato é que eu passava tempo de mais construindo narrativas sobre o que acontecia com os outros e ignorava o que acontecia comigo, e sempre julgava minhas aventuras não muito "aventurosas".
Talvez porque muitas vezes quem contava minhas histórias ainda eram meus pais.
Por exemplo, ouvi várias vezes meus pais contando para seus amigos minha história sobre como eu me perdi em Florianópolis e o guarda disse que encontraria uma família melhor para mim. Ou quando o tornado passou na cidade em que passavamos as férias e eu e meu pai tivemos que usar uma cadeira de praia para nos protejermos da areia que batia com força. Ou quando, pela primeira vez no Sítio do Pica Pau Amarelo, quase desmaiei ao ver toda a turma do sítio sair correndo porta a fora em minha direção, e como tive meu primeiro confronto realidade X fantasia quando sujei a mão com tinta fresca no Sítio e a Emília, a fim ajudar a me limpar, descalçou as luvas e lavou minhas mãos.

O que a posse da autoria não faz com a identidade de uma pessoa.
Daqui a alguns anos posso estar dizendo a mesma coisa sobre minhas histórias de agora.
Mas agora só digo que estou muito feliz de ter ganho outra boneca da Chapéuzinho Vermelho, igual a que me havia sio dada cerca de 9 anos atrás e que havia desaparecido não sei há quanto tempo.


Como é bom ser criança...

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

mesmo que mude

-Nothing seems as pretty as the past though

Por que ainda me atinge como um soco no estômago, que me aperta a garganda, gela as mãos e treme as pernas?

será sempre assim? as coisas se encrespam, se afastam, se amenizam e quando acho que não será mais um soco e sim um aceno casual, vem o golpe.E eu, que passei várias vezes o possivel proximo diálogo mentalmente, perco as palavras junto com o sentido e bom senso.E cada vez mais acho q será sempre assim..
não digo que foi amor, porque ando questionando a frequencia com que essa palavra é usada. Alem disso, não acho mesmo que tenha sido. Mas houve bem querer. E ainda há, e talvez sempre haverá. Depois do encrespamento sempre penso que não há mais nada e que na verdade o que tomou seu lugar foi o desprezo e a indiferença, mas nunca é assim.
Acho que perco tempo demais tentando entender
Acho que essas coisas a gente não tem que tentar entender, porque se não, perde o gosto
Não adianta sonhar com o jeito de não sentir dor. Afinal é uma ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer.E alguem que não está disposto a parecer um idiota nunca merece se sentir assim.
só queria dizer que é dificil..
e que não é justo


Oh that boy's a slag
The best you ever had
The best you ever had
Is just a memory and those dreams
Weren't as daft as they seemed
Not as daft as they seemed
My love when you dreamed them up...
(...)
Falling about
You took a left off Last Laugh Lane
You just sounded it out
You're not coming back again.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

não grito, joguei minha boca fora

já passei por isso..foi em uma escala menor pq não foram anos e sim semanas que serviram como medida de tempo no meu caso, mas todos sabemos como eu sou eu. E eu, sendo eu, sou capaz de transformar semanas numa década e tirar dela todo o extrato de sentimentos que se pode ser tirado de alguma experiencia. E magicamente, talvez até doentiamente, sou capaz de mudifica-lo. Se for muito ralo, engrosso com algumas reflexões exageradas de situações simples que podiam ser apenas um sorriso ou um desencontro de olhares. Transformo todo e qualquer gesto num ato de agressão pessoal. Crio situações imaginarias q possam vir a justificar teorias furadas de que eu sou correspondida ou que eu sou renegada..
Sou louca. Não vejo mais como negar esse fato. Talvez seja a genética, afinal, sempre ouvi, desde pequena, que"nessa família só tem louco". Louca de nascença.Será mais loucura jogar a culpa da loucura na loucura da família? Que são todos loucos eu sei. Sempre soube. Mas podia ter feito algo para não acabar como todos eles. Como todos nós.
Aliás, em todas as relações eu sou assim, louca. Sou louca e mentirosa. Não que eu minta para os outros, não mesmo. Aliás, com os outros sou muito sincera. Minto pra mim mesma. Porque é mais facil.
[Eu minto quando eu digo que esqueci, ou que tô esquecendo, ou que vou esquecer, ou mesmo que quero esquecer.. Eu minto porque eu gosto, porque eu me sinto bem, me sinto protegida. Minto pra esconder de mim o que me aflige, do que me confronta, do que me incomoda e do que não me convém. Minto porque é facil. Minto até virar verdade.]
Nada mais está fazendo sentido. Sempre tive pena daquelas pessoas que se tornavam perigosas de mais para si mesmas. Será que eu tô virando uma delas?
Vai ver é verdade. Eu sou tão egoísta q eu simplesmente deleto tudo o q me incomoda como se não fosse importante, só pra eu continuar sentido que a vida é simples e facil e para não ter que lidar com os confrontos. Por que eu que sempre consigo falar com as pessoas e debater sobre o q me incomoda e expor minhas ideias com clareza não consigo dizer qual é meu problema nessa situação? Talvez tudo se resolvesse se eu o fizesse, mas eu não quero passar pela discussão. Quero que tudo se resolva sozinho, poruqe eu sou egoísta demais pra querer passar pela discussão.
Não é verdade que eu odeio sempre. Só odeio quando acontesse algo que me desagrada. E talvez eu não odeie, só me sinta frustrada. Mas eu odeio mesmo me sentir frustrada..
Então, só vejo como solução tentar me acalmar. Colocar a cabeça no lugar e repensar meu jeito hiperbólico de ver o mundo e minhas relações. Não preciso levar tudo tão a serio.
Respire fundo, e pare de chorar.

domingo, 5 de agosto de 2007

just 'unpipe'

.let it go








De Noite Na Cama
Marisa Monte

De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama ... E quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama ... E quando
De dia eu faço graça
Pra não dar bandeira
Não deixo você ver
De dia o tempo passa como brincadeira
Por longe de você
Por onde você mora
Para e se demora
Por hora não vou ter
Coragem de dizer
Mas há de ver a hora...
Se você for embora
Agora
De noite na cama, eu fico pensando
Se você me ama e quando
Se você me ama, eu fico pensando
De noite na cama e quando